"A economia frequentemente não tem relação com o total de dinheiro gasto, mas com a sabedoria empregada ao gastá-lo." Henry Ford
sexta-feira, 1 de junho de 2012
UGT contra descida da TSU para jovens
A UGT diz que a redução da TSU para jovens com salários mínimos não foi discutida na reunião da concertação social.
Segundo avançou hoje o Jornal de Negócios, o Governo está a preparar uma descida da taxa social única (TSU) nos empregos de jovens com o salário mínimo.
Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia, confirmou que essa descida está a ser equacionada no âmbito de medidas acordadas em Bruxelas, não relevando ainda assim quaisquer detalhes.
Num primeiro comentário ao assunto, João Proença garantiu que a UGT não aceitará os termos em que a medida foi divulgada na imprensa.
João Proença falava aos jornalistas no final da reunião da concertação social, onde salientou que não foram discutidas novas medidas para promover o emprego.
João Proença salientou ainda que o ministro das Finanças apresentou uma revisão das previsões para o desemprego e acrescentou que o mercado de trabalho já é hoje "altamente flexível" e que portanto "não faz sentido" pensar em reformas estruturais para facilitar "ainda mais" os despedimentos.
O dirigente sindical criticou ainda a ausência de políticas económicas e sociais, dando o exemplo da reabilitação urbana, projecto que ainda não avançou.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Portugal teve uma recessão de 1,6%, pior do que o esperado
Económico
09/03/12 11:03
O INE anunciou hoje que o PIB de Portugal diminuiu 1,6% em 2011 em relação ao ano anterior.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) anunciou hoje que o Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal diminuiu 1,6% em 2011 em relação ao ano anterior.
O INE divulgou hoje os dados das contas nacionais para o último trimestre de 2011, revendo em baixa os números que já havia adiantado numa estimativa rápida em Fevereiro: na altura, o INE estimou em 1,5% a contracção da economia portuguesa em 2011.
A diferença de 0,1 pontos percentuais, segundo os técnicos do INE, deve-se à "incorporação de nova informação relativa às despesas de consumo final das administrações públicas".
Esta contracção de 1,6% do PIB em volume compara com o aumento de 1,4% observado no ano anterior. Ainda de acordo com o INE "a redução do PIB foi determinada pelo comportamento da procura interna, que registou um contributo de 6,2 p.p. em 2011, destacando-se a diminuição das Despesas de Consumo Final das Famílias e do Investimento".
Em sentido contrário, o contributo da procura externa líquida aumentou para 4,6 p.p. (0,5 p.p. em 2010), em resultado da diminuição das Importações de Bens e Serviços, enquanto as Exportações de Bens e Serviços, embora desacelerando, continuaram a aumentar, refere o INE.
Assim, no 4º trimestre de 2011, o PIB registou, em termos reais, uma diminuição de 2,8% em termos homólogos ( 1,9% no trimestre anterior). Comparativamente com o 3º trimestre de 2011, o PIB diminuiu 1,3% em volume.
O contributo negativo da procura interna para a variação homóloga do PIB agravou-se significativamente, passando de 5,3 p.p. no 3º trimestre para -10,3 p.p., reflectindo principalmente diminuições mais intensas do Investimento e das Despesas de Consumo Final das Famílias.
O contributo positivo da procura externa líquida aumentou para 7,5 p.p. (3,3 p.p. no trimestre anterior), reflectindo sobretudo a diminuição mais expressiva das Importações de Bens e Serviços visto que, embora mantendo um crescimento relativamente elevado, as Exportações desaceleraram.
"Efectivamente, no 4º trimestre de 2011, não obstante a deterioração dos termos de troca, o Saldo Externo de Bens e Serviços foi menos negativo em 6,3% do PIB comparativamente ao verificado no trimestre homólogo de 2010, o que se reflectiu numa melhoria substancial da capacidade/necessidade externa de financiamento da economia", conclui o INE.
Retirado: http://economico.sapo.pt/noticias/
EUA: economia gerou 227 mil empregos em Fevereiro
A economia dos Estado Unidos gerou 227 mil empregos Fevereiro, em termos líquidos, segundo estatística divulgada esta sexta-feira pelo Departamento do Trabalho.
Os dados relativos a Fevereiro não foram suficientemente fortes para alterar a taxa de desemprego, que se manteve inalterada nos 8,3%.
No entanto, a evolução favorável das estatísticas vem reforçada pela revisão em alta (mais 61 mil postos de trabalho) no total do emprego criado em Janeiro e Dezembro.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Sindicato da Hotelaria da Madeira estima que cerca de 600 trabalhadores tenham salários em atraso
Funchal, 20 jan (Lusa) - O Sindicato dos Trabalhadores na Hotelaria, Turismo, Alimentação, Serviços e Similares da Madeira revelou hoje que cerca de 600 trabalhadores deste setor estão com salários em atraso na região.
"Pensamos, através das queixas e das informações que temos no nosso sindicato, que andam à volta de 600 os trabalhadores nesta situação de salários em atraso", afirmou o dirigente sindical Rui Fernandes.
O responsável falava aos jornalistas no decurso de uma ação de protesto de sete de 13 trabalhadores do Vagrant, um iate que pertenceu aos Beatles e foi transformado num bar-restaurante instalado na baía do Funchal, que hoje iniciaram uma greve por tempo indeterminado devido a salários e subsídios em atraso.
"Nunca tivemos tantas queixas por salários em atraso como este mês de janeiro", acrescentou Rui Fernandes, reconhecendo que, devido à crise, as empresas estão a ter "bastantes problemas", mas "são os trabalhadores que sofrem mais com esses problemas".
Junto ao restaurante, duas tarjas, nas quais se lia "lutamos pelos nosso salário" e "trabalho escravo não", alertavam para a situação da empresa, cujos funcionários distribuíam um comunicado aos transeuntes.
No documento, os trabalhadores explicam que "não lhes restou outra alternativa" que não a paralisação, "na medida em que ainda não receberam os salários de novembro e dezembro de 2011 e os subsídios de férias e de Natal".
O comunicado informa que, embora já tenha havido uma "reunião destinada a procurar uma solução para esta situação", em dezembro, a empresa "não apresentou, até hoje, qualquer proposta no sentido da resolução deste problema que, compreensivelmente", está a causar "graves prejuízos aos trabalhadores".
Rui Fernandes sublinhou que "são valores que equivalem a quatro salários", referindo que houve funcionários que receberam valores entre os 100 e os 200 euros relativos ao pagamento faseado do vencimento de novembro.
"É verdade que já estão acertados alguns valores faseadamente, mas penso que ninguém consegue sobreviver com cento e tal euros por mês", comentou, garantindo que a greve vai manter-se "até haver uma solução".
João Aveiro, de 55 anos, funcionário no iate Vagrant há década e meia, explicou que os salários em atraso é um problema que se "arrasta há três anos", com os trabalhadores a receber os vencimentos a "prestações", realçando que a situação se agravou o ano passado.
"No meu caso, vou pedindo, vou-me desenrascando com a família à espera de uma solução", disse.
A Lusa tentou obter esclarecimentos junto da administração do restaurante, mas sem sucesso.
sábado, 7 de janeiro de 2012
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Portugal paga 34,4 mil milhões em juros à troika
Económico com Lusa
25/11/11 08:32
25/11/11 08:32
Dados do Governo revelam que Portugal vai pagar 34.400 milhões de euros em juros pelos empréstimos do programa de ajuda da troika.
Este valor foi apresentado pelo Ministério das Finanças em resposta a uma questão de Honório Novo, deputado do PCP.
O total do crédito oferecido a Portugal no âmbito do programa de assistência da 'troika' é 78 mil milhões de euros.
Durante o debate parlamentar do Orçamento Rectificativo para 2011, no final de Outubro, o deputado comunista pelo Porto perguntou: "Quanto é que serão os juros globais desta ajuda? Quanto é que Portugal pagará só em juros para nos levarem pelo mesmo caminho que a Grécia, ao empobrecimento generalizado do país?".
A resposta do Ministério das Finanças, 34.400 milhões de euros, corresponde ao valor total a pagar ao longo do prazo dos empréstimos.
Isto presumindo que Portugal recorre integralmente ao crédito disponível. Ou seja, que "é utilizado na totalidade" o montante destinado às empresas do sector financeiro - os 12 mil milhões de euros reservados para a recapitalização da banca.
Na resposta do Ministério das Finanças a Honório Novo nota-se ainda que as condições dos empréstimos concedidos por instituições europeias são bastante mais favoráveis que as dos créditos do FMI.
Os empréstimos do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) ou do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) têm uma maturidade (duração) média de 12 anos, a uma taxa de juro média de 4%.
Já os empréstimos do Fundo têm uma maturidade média de sete anos e três meses, e uma taxa de juro média de 5 por cento - mas neste caso "a taxa de juro é variável, à qual acresce um 'spread' [diferencial] que depende do montante em dívida e pode chegar a perto de 400 [pontos base] depois dos três primeiros anos", lê-se no documento das Finanças.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Governo grego desiste de referendo sobre resgate financeiro
Atenas, 3 Nov (EFE).- O ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, anunciou nesta quinta-feira, em nome do Governo, que não será realizado um referendo sobre o segundo plano de resgate financeiro à Grécia pactuado com a zona do euro, como tinha proposto na segunda-feira o primeiro-ministro, Giorgos Papandreou.
Extrato retirado do site: http://noticias.br.msn.com/
Atenas, 3 Nov (EFE).- O ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, anunciou nesta quinta-feira, em nome do Governo, que não será realizado um referendo sobre o segundo plano de resgate financeiro à Grécia pactuado com a zona do euro, como tinha proposto na segunda-feira o primeiro-ministro, Giorgos Papandreou.
'O Governo anuncia de forma oficial que não levará adiante o referendo', declarou o ministro num discurso aos parlamentares do partido governista Pasok, transmitido na rede nacional de televisão.
Venizelos, que mantinha divergências com Papandreou sobre a conveniência de convocar o referendo, considerou positivo enviar uma mensagem à Europa de que não haverá referendo, pois isso possibilita o cumprimento do acordo estabelecido no dia 26 de Outubro entre Atenas e a zona do euro, que exige, em contrapartida, mais medidas de austeridade do Governo grego.
A Grécia, acrescentou o ministro, deve ter um Governo estável, um sistema bancário seguro e agir rápido para obter resultados claros e, consequentemente, receber os 8 bilhões de euros do sexto lote de empréstimos do primeiro plano de resgate ao país.
'A situação crítica exige que se consigam 180 deputados no Parlamento para aprovar o acordo de 26 de Outubro', disse Venizelos, em referência à última assembleia de líderes da zona do euro, quando foi pactuado o segundo plano de resgate financeiro à Grécia, além de um perdão de 50% da dívida do país com credores privados.
No mesmo fórum, Papandreou não descartou explicitamente a convocação de um referendo, ao manifestar que o seu Governo (do partido socialista Pasok) é que ficará a cargo da decisão final sobre a realização da consulta popular.
Extrato retirado do site: http://noticias.br.msn.com/
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